Manutenção.

Piscina queda de água

Um dos principais motivos que faz com que muitas pessoas pensem duas vezes antes de decidir instalar uma piscina no seu jardim é o consumo de água que, supostamente, implica uma instalação deste tipo.

Segundo um estudo levado a cabo pela Federação de Profissionais da Piscina de França (país pioneiro na construção e venda de piscinas particulares na Europa), uma piscina familiar de 8x4m consumirá apenas uma média de 25m3 de água ao ano, em função da sua necessária renovação periódica.

No entanto, há que ter em conta que este número tem por base uma piscina com condições normais de construção, utilização, localização, implantação e manutenção, e que existem diversos fatores que poderão influenciar um aumento do consumo de água sendo que, a maioria deles, poderá ser controlável (ou pelo menos minimizado) pelo seu proprietário:

Evaporação:

É um processo natural mas facilmente controlável. Embora não a possamos controlar durante o período de utilização da piscina (com a movimentação da água ocorre uma grande parte da evaporação), podemos reduzi-la substancialmente nos períodos de não utilização cobrindo a piscina com uma cobertura com características isotérmicas. Este tipo de cobertura, além de evitar a evaporação excessiva da água, permite que a mesma preserve grande parte da temperatura adquirida durante o dia, tornando o banho do dia seguinte mais confortável e agradável.

No entanto, há que ter em conta que piscinas com forte exposição ao vento, com sistema de aquecimento da água, com um grande número de utilizadores ou com transbordo tipo cascata, tenderão sempre a consumir mais água por efeitos de evaporação.

Limpeza:

Fatores como a falta de limpeza periódica, a natureza do espaço envolvente à piscina, o número médio de utilizadores, a exposição ao vento, etc., poderão implicar um maior nível de sujidade da água.

Quanto mais sujidade se acumular na água da piscina mais sujo ficará o seu sistema de filtragem. No caso dos filtros de areia o processo de lavagem dos mesmos implica o envio da água da piscina, utilizada no processo, diretamente para o esgoto. Neste sentido, quanto mais sujo se encontrar o filtro, maior o consumo de água necessário para a sua limpeza e para posterior reposição.

Para evitar e minimizar esta necessidade devemos instalar uma cobertura de forma a cobrir a piscina durante o período de não utilização. Uma boa cobertura, quando bem aplicada, evita a entrada de folhas, insetos, pequenos animais, poeiras, ervas, etc. que, além de contribuírem largamente para deteriorar a qualidade da água, irão aumentar a necessidade de manutenção e consequente consumo de água.

Tratamento:

Uma água mal tratada sofrerá, inevitavelmente, uma agressão de microrganismos e bactérias que, além de serem prejudiciais à saúde, irão alterar a qualidade e cristalinidade que se pretende numa água de piscina. O recuperar de uma água em más condições implicará, além do aumento do consumo de produtos químicos para tratamento, um aumento significativo no consumo da água já que, tal como já referenciado, grande parte desta irá para o esgoto durante o processo de limpeza e aspiração, subsequente ao tratamento aplicado.

Para evitá-lo é de extrema importância o controle regular dos parâmetros da água da piscina e utilizar os tratamentos mais adequados. O ideal será instalar um sistema automático que regule, autonomamente, a aplicação dos produtos de tratamento em função das necessidades da água.

 

Se, mesmo tendo em conta todos estes processos e conselhos, a piscina continua a perder água então é muito possível que exista alguma fuga na sua estrutura ou canalização. Neste caso será necessária a intervenção de uma empresa especializada para reparar, o quanto antes, o problema.

É preciso ter sempre em conta que uma piscina deverá ser sempre sinónimo de prazer, diversão e convívio com a família e amigos, e que nunca devemos deixar que se torne numa fonte de problemas e despesa exagerada.